
Com intuito de mostrar quem sou, principalmente aos que pouco me conhecem, escrevo abaixo algumas linhas sobre minha história, algo compacto para que tampouco seja uma auto-biografia.
Me chamo, Taís Duart dos Santos, conhecida religiosamente como Mãe Taís de Xapanã Jobiteiú, nascida na cidade de Alvorada, residente desde os 12 anos em Porto Alegre, filha de comerciantes, Enfermeira, especializada em tratamento intensivo, trabalhei nos maiores hospitais desta cidade até me dedicar exclusivamente aos Orixás.
Fui iniciada no culto aos orixás, na nação Nagô-Gêge no ano de 2000 aos 17 anos, pela Ialorixá Mãe Turca de Ògún Adeí, sete anos mais tarde concluí minhas obrigações dentro das mesmas liturgias no ano de 2007, então com 24 anos, sob o Axé do Pai Jorge de Oxalá Obokún.
Depois de alguns meses após ter concluída minhas obrigações de aprontamento, por motivo de força maior, no caso, a morte do meu Babalorixá, levei meus orixás “assentamentos” para minha casa e cuidei deles durante três anos, sem atendimento ao público.
Em 2010, Toquei meu primeiro Xirê aos orixás, numa casa improvisada, realizei as primeiras obrigações em filhos, onde oficialmente inaugurei o Reino de Xapanã Jobiteiú, com a presença de dezenas de babalorixás e Ialorixás, os quais muitos não estão vivos nos dias atuais, tive com orgulho o apadrinhamento do mais conhecido Babalorixá de nação Cabinda Pai Cleon de Oxalá Elefã.
Passados sete anos da morte do Bàbá que me aprontou, fui chamada pela herdeira é proprietária do seu templo religioso, a qual me propôs que eu comprasse este Ìlé Àsé, embora tivesse receio da minha capacidade para realizar tamanho feito, com muita força de vontade e ajuda divina, eu consegui realizar esta façanha, afinal não era um desejo meu, mas acredito que era a vontade do meu ancestral e dos orixás.
No ano de 2014, ano regido pelo Pai Xapanã, dentro da nossa cultura Afro-sul, no mês de outubro deste mesmo ano, reinaugurei esse templo religioso, localizado na rua Jóia, 100, Jardim Vila Nova, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, o qual mantive o mesmo nome, acrescentando apenas o nome da casa religiosa fundada por mim, me tornando assim, Ialorixá do Ìlé Àsé Òrún oni Oxalá-Reino de Xapanã Jobiteiú, uma organização Religiosa, respeitada, documentada e registrada dentro das leis do nosso país.
Em nossa cultura, Afro Rio-grandense, existe muito cuidado e tabus, com relação ao culto dos ancestrais, chamados por nós de Egúns, não são todas as casas de batuque que possuem os Balés, mas, devido a minha numerosa família e grande comprometimento da minha parte, no ano de 2015, Pai Cleon de Oxalá, assentou mais este alicerce em meu Ilé Àsé.
Após passar alguns anos conhecendo e vivenciando outras feituras religiosas, no ano 2018, os orixás prepararam para mim um novo passo dentro do âmbito religioso, um novo ciclo, uma nova fase de aprendizagem, os Deuses oportunizaram minha entrada como filha ao Reino de Oxalá, não mais como afilhada, posso dizer sem exageros uma nova visão sobre muitos prismas, pois, é comum usarmos dentro do nosso culto que somos prontos, mas, na verdade nunca estaremos totalmente prontos.
A minha entrada oficial para o Reino de Oxalá, após acompanhado o Pai Cleon por oito anos como afilhada em quase todos os rituais, trouxeram para mim e para meu caminho religioso, muitas mudanças internas e externas, positivas e significativas, as quais são visíveis em minha vida pessoal e religiosa nos dias atuais.
Hoje após vinte anos de iniciada, treze anos com todas as obrigações concluídas e Dez anos de atendimento ao público, este templo religioso esta alicerçado, dentro dos fundamentos, liturgias e dogmas da nação CABINDA, sob o supervisão do nosso patriarca, fundador do Reino de Oxalá, meu babalorixá, Pai Cleon.
É assim hoje estou aqui ainda mais forte, com mais conhecimento e vivência religiosa para dividir com todos vocês.
Pai Valdemar de Xangô Kamucá
Bisavô
Mãe Palmira de Oxum Olobomi
Avó
Pai Cleon de Oxalá Elefã
Babalorixá