Deuses de caça, orixás, ligados à Fauna e a Flora, cultuados fortemente na natureza, Odé tido como o caçador de uma flecha só e Otim como sua fiél escudeira de uma beleza incomparável, sendo ela, o nome de um rio na África.
Ao invocarmos esses Orixás, saudamos dizendo “Okebambo”, não cultuamos qualidades destes orixás, eles podem ser chamadas de Bomí, Omilaiá, Akuerã, Miláro, Cadinã etc.
O dia consagrado a eles é sexta-feira, dentro da nossa numerologia religiosa, ambos usam o número oito.
Orixás que protegem os nômades, oferecemos a eles butiá, kiwí e côco, suas árvores prediletas são a palmeira, a seringueira e a erva mate, em seus cultos muitas plantas são utilizadas, porém as mais comuns são: guiné, orô, erva de bugre e catinga de mulata.
Protetores das cordas vocais, pulmões, rins e intestino delgado, seu mineral é o estanho, seus símbolos principais são o Arco e flecha e também o bodoque, tidos como instrumentos de caça, suas cores são o azul Royal com um pouco de Branco.
Como se tratam de Orixás ligados à terra, a eles oferecemos farinha de mandioca com mel, conhecido como miã-miã docê, feijão miúdo torrado e chuletas de porco, animal abundante para a caça (javali), são oferecidos também porcos macho e fêmea, galos e galinhas pintadas, pombos cinzas e peixes pintados.
Por se tratarem um dos orixás mais misteriosos do Orunmalé, haja vistas que não gostam da socialização, preferem a mata fechada, o culto a esses orixás também é cheio de segredos.
Embora em algumas nações o mel seja Ewó, kisíla destes Òrixás, para nós o mel soma a sua comida preferida, cremos que nosso culto está ligado ao momento que antecede o Itãn onde a Mãe Oxum enfeitiça Odé.
É importante ressaltar que cultuamos Otim como orixá, com oferendas particulares a ela, muito embora a mesma não reja nenhuma cabeça em nossa feitura, por vezes também é considerada uma sombra ou alucinação do Pai Odé.