Orixá matriarcal, considerada Mãe de Todos orixás, dona de todas as cabeças, observadora de todos os pensamentos, orixá que ampara todos os nascimentos, na água salgada é onde tem sua energia mais pura.
Mãe Iemanjá, cuida de todos abandonados, esquecidos ou menosprezados, calorosa mãe, protege os indefesos e aqueles que perderam seu estado de consciência.
Ao invocarmos esse Orixá, saudamos dizendo “Omi-odô” são cultuadas duas qualidades deste orixá, Bocí e Bomí, ela pode ser chamada de Olobocí, Naruá, Suemy, Afaocí etc.
O dia consagrado a ela é sexta-feira, dentro da nossa numerologia religiosa, usamos o número oito.
A ela ofertamos melancia, uva branca e pêra, suas árvores prediletas são a Pereira, o chorão e o coqueiro, em seu culto algumas ervas são utilizadas, guiné, orô, malva cheirosa e amor perfeito, entre outras.
Protege o cérebro, a vesícula e os cabelos, seu grande símbolo é o timão, instrumento náutico responsável pela direção das embarcações, seu mineral é a prata, sua cor é o azul turquesa.
Servimos principalmente à mãe Iemanjá, canjica branca cozida, misturada com salsinha e refogada com azeite comum, podemos enfeitar também com quatro merengues, ofertamos também ovelhas de pelagem branca, galinhas e pombos brancos e peixes pintados.
Segundo a Gênesis africana, a Mãe Iemanjá e o Pai Oxalá participaram do nascimento de todos os Eborás e das Iabás, por isso, todos os orixás respeitam muito esse casal.