Xangô

Rei de Oyó, orixá mais cortejado pelas mulheres, em fúria após perder uma guerra, com seu Machado, tocou uma enorme pedra, fortemente e por ela foi tragado, porém, graças a uma oferenda ensinada por Orunmilá a sua esposa Oyá, Xangô voltou ao Ayé, Obá Kossô.

Ao invocarmos esse Òrixá, saudamos dizendo “Kaô- Kabiesile” cultuamos duas qualidades deste orixá, são elas: Aganjú e Agodô, eles podem ser chamadas de Tuquí, Dupã, Lelá, Fumilayó etc...

O dia consagrado a ele é terça-feira, dentro da nossa numerologia religiosa, seu número é seis.

Òrixá que protege os injustiçados, oferecemos a ele banana, maçã vermelha e carambola, suas árvores prediletas o jacarandá e a gameleira e por obviedade a bananeira, em seu culto as ervas mais utilizadas são, guiné, orô, manjerona e folha da fortuna.

Protetor da língua e do estômago, seu mineral é o bronze, seu símbolo principal é o machado de dois gumes, haja vistas que a balança tem seu papel indiscutível, sua cor é mesclada entre o Branco e vermelho, com predominância do Branco.

É comum serem ofertados ao Rei, o Amalá, comida preparada comumente com com carne de peito, são oferecidos também caneiros com pelagem branca e com aspas, galos brancos, pombos cinzas e peixes pintados.

Curiosidade:

Como descendentes do povo Iorubá, o Pai Xangô, é de suma importância para nossa nação, chamado de Rei por todos nós, na Cabinda tem sua representatividade ainda maior.

Xangô Kamucá, é o nome do orixá que trouxe o culto de Cabinda para o sul do Brasil, por este motivo em todos nossos rituais ele é saudado e ofertado separadamente.

Por este motivo tornando a Cabinda a ÚNICA nação afro-religiosa a parar todos seus rituais para reverenciar seu predecessor, que também chamamos de ancestral.