O mais temido orixá do panteão africano, Deus ligado diretamente à morte, orixá que trata as enfermidades cutâneas, invocado sempre quando há limpezas espirituais, com sua vassoura arrasta todo mal.
Orixá ligado a terra, consequentemente também as plantações, considerado o mais pobre dos orixás, tornou-se o mais rico, ganhando de sua Mãe Iemanjá a produção de todas pérolas de todos os mares do mundo.
Ao invocarmos esse Orixá, saudamos dizendo “Abaô” são cultuadas três qualidades deste orixá, Jobiteí, Belujá e Sapatá, ele pode ser chamado de Jobiteiú, Inatã, Orokô, Obirobô etc.
O dia consagrado a ele é quarta-feira, dentro da nossa numerologia religiosa, usamos o número nove.
Orixá que protege o mundo das epidemias, oferecemos a ele ameixa preta, uva preta e jabuticaba, suas árvores prediletas são o cactos, o maricá e o cinamomo, em seu culto algumas ervas são utilizadas, guiné, orô, gervão, Losna, erva de bicho, e carqueja.
Seu grande símbolo é a vassoura, muito embora o Xaxará tenha seja usado indiscutivelmente, protege também o fígado, o sangue e o intestino grosso.
Seu mineral é o chumbo, sua cor é mesclada entre o vermelho e o preto, com predominância do vermelho.
Servimos ao Pai Xapanã, milho amarelo, amendoim vermelho e feijão preto tudo torrado, forramos uma vasilha com bastante pipoca e acomodamos essa mistura sobre o Doburú, ofertamos também cabritos malhados escuros, Galos Carijós, pombos cinzas e peixes pintados.
Existe uma máxima ligada ao Pai Xapanã, enquanto os seres humanos matam um com muito barulho, Pai Xapanã pode matar centenas em silêncio.