Progenitora do nosso culto, tornou-se um rio em Osogbô, ao voltar para o Òrún, cidade onde é mais cultuada na África, Orixá ligado ao amor, a beleza, a riqueza, também a fertilidade de tudo que habita a terra, em varias facetas tem o poder de transitar desde a guerra até o seio maternal.
Ao invocarmos esse Orixá, saudamos dizendo “Ori Ieieô” são cultuadas quatro qualidades deste orixá, Pandá, Demum, Olobá e Docô, ela pode ser chamada de Olobomi, Olossy, Oromí, Laké etc.
O dia consagrado a ela é sábado, dentro da nossa numerologia religiosa, usamos o número oito.
Protetora da gestação e por consequência do útero e das mamas, a ela ofertamos mamão, melão e pêssego, suas árvores prediletas são tais como as frutas e também o damasqueiro, em seu culto algumas ervas são utilizadas, guiné, orô, dinheiro em penca, menjericão, alfazema e jasmim.
Seu grande símbolo é o espelho de mão, chamado de Abebé, o qual também é sua maior arma, podendo cegar qualquer inimigo com sutileza, seu mineral é o ouro, sua cor transita entre todos os tons de amarelo, do claro ao escuro.
Servimos principalmente à mãe Oxum, canjica amarela cozida, enfeitada com quatro quindins, em obrigações grandes, acrescentamos outras comidas, como por exemplo o Omolokún, ofertamos também cabritas e galinhas amarelas, pombos brancos e peixes pintados.
Oxum é a única Iabá, orixá mulher, que senta à mesa juntos aos Eborás, orixás homens, para tratar das decisões importantes, pois sem ela não há fertilidade ou vida.