Ògún

Deus da guerra, do trabalho, do ferro e da forja, criador de todos utensílios de metal usados por nós, Òrixá protetor da agricultura e de todos trabalhos manuais.

Ao invocarmos esse Òrixá, saudamos dizendo “Ogunhê” cultuamos três qualidades deste orixá, são elas: Ogún Avagã, Ògún Onira é Ògún Adiolá, eles podem ser chamados de Adeí, Idê, Iraí, Adiokô, Bomaté, Erunã etc.

O dia consagrado a ele é quinta-feira, exceto Avagã que é cultuado na segunda junto com bará lodê, dentro da nossa numerologia religiosa, seu número é sete.

Como todos orixás masculinos, gosta de boa comida, oferecemos a ele laranja, butiá e framboesa, suas árvores prediletas são os coqueiros e taquareiras, em seu culto as ervas mais utilizadas são, guiné, orô, espada de São Jorge e pata de vaca.

Protetor dos ossos e dentes, seu mineral é o aço, seu símbolo principal é a espada, mas, em todos seus assentamentos é obrigatório o uso de uma serpente forjada em aço, suas cores são combinadas entre o verde escuro e o vermelho sangue.

É comum serem ofertados miã-miã de azeite de dendê e costelas de gado assada, este Òrixá come também cabritos de cor escura, galos prateados escuros, pombos cinzas e peixes pintados.

Curiosidade:

E nossa feitura, Ògún Avagã, não rege a cabeça de nenhum filho, pois, o mesmo muitas vezes é considerado a segunda metade do Bará lodê.

Inclusive. e por isso, Ògún Avagã em nosso fundamento recebe como oferenda galos vermelhos, assim como seu companheiro de Ojobó, Bará Lodê.