Oxalá

Orixá patriarcal, chamado de orixa Funfun, pois tudo que está relacionado a este orixá tem Efún, um pó branco sagrado.

Pai de todos orixás e consequentemente de todos os seres humanos e de tudo que na terra habita, acredita-se que o primeiro animal a ser criado por ele foi a galinha da Angola, a responsável por ciscar e espalhar a terra pela imensidão de água que aqui havia.

Deus misericordioso, senhor da paz, sem sua permissão nada acontece.

Ao invocarmos esse Orixá, saudamos dizendo “Epaô” são cultuadas quatro qualidades deste orixá, Olokún, Dakún, Jobokún, Orunmilaia, ele pode ser chamada de Elefã, Talajó, Talabí, Bonifã etc.

O dia consagrado a ele é domingo, porém os oxalás ditos jovens, respondem na quarta-feira, dentro da nossa numerologia religiosa, usamos o número oito.

A ele ofertamos o côco, araçá e a pêra, suas árvores prediletas são as que dão seus frutos e a guabiroba, em seu culto algumas ervas são utilizadas, guiné, orô, alecrim e arnica.

Protege os ossos cranianos, os olhos e o baço, seu grande símbolo é chamado de Opaxorô, instrumento que remete o poder do Pai Oxalá sobre todos os mundos, seu mineral é a prata, sua cor é o branco leitoso e translúcido.

Servimos principalmente ao Pai Oxalá, canjica branca cozida, enfeitada com quatro cocadas, lembrando que em obrigações grandes a canjica branca é servida de outras formas também, ofertamos acarajés preparados com feijão miúdo sem casca fritos no azeite comum, presenteamos nosso Pai com cabritas, galinhas e pombos brancos e peixes pintados.

Curiosidade:

A cidade de Ilê Ifé é considerada a localidade da fundação do mundo, cidade está os orixás funfun, por este motivo, todos nós temos ligação pétrea com o Pai Oxalá, descendente direto de Oduduá.

Em nossa feitura, não realizamos obrigações na cabeça de nenhum filho para o orixá Orunmilá, para nós ele é um Deus divinatório detentor do segredo do oráculo, jogo de búzios.